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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Poeta Andróide

Andróide sem Par

"Passeando outro dia
Meus Rayban escuros
Eu conheci um andróide
Sem par nem futuro

Porque também não existe mais nenhum futuro
Não tem sonho nenhum
Ele nada espera
Por isso nem repara
A manha do poeta
Porque também não existe nenhuma saudade (não)
Não existe maldade
Na terra do andróide sem par

Uns viram Messias
E andam no mar
Uns andam armados
Pra te matar
Fazem amor por esporte
Vivem a vida
Não pensam na morte"
Cazuza
Um pouco de poeta, um pouco de androíde sem par.

domingo, 6 de abril de 2008

Não resisti

Não resisti. Ainda que sem tempo, tive que voltar pra comentar sobre uma coisa que me incomodou muito durante a última postagem, 5 minutos atrás. É a maneira como tenho escrito, desde a caligrafia, retórica e até mesmo sinais de representação usados. Hoje me dei conta, de que pouco tenho lido e que muito menos tenho escrito, criado. Confesso que odiava escrever durante o colégio. Aquilo era horrível! "Pense! Crie! Escreva!". Dessa forma não há mente que transpire, e qualquer idéia morre afogada. Mas ainda confesso que a obrigação me viciou e que de certa forma me fez passar a gostar dela. Hoje sinto falta e o pior é que penso que a Medicina tem muito a ver com isso... Quanto à minha letra, é bom que pelo computador não se mostre, porque a cada dia piora muito. Eu pensava que era mania insolente de médico, mas vejo que não. Existe algo muito místico que envolve essa situação, algo bem parecido com a falta de tempo. Faço o máximo, mas acabo sempre me entregando aos prazeres do garrancho. Mas enfim, me pus a pensar nisso tudo porque ao redigir a o texto que postei anteriormente, fiquei imaginando o Machado de Assis apertando um "[:)]" ou algo parecido e aparecendo uma carinha amarela com um sorriso imenso. Isso óbvio que não seria pra retratar a tal dissimulada, né? É claro que não era de seu feitio teatralizar, mas é bem interessante imaginar-se lendo um escrito dele e encontrar algo do tipo: "Capitu: Hhauhauahuhauahu!", ao invés de "Capitu se entrega às gargalhadas!". Mistura de veículo e veiculado, a internet pariu um jeito novo e bem difundido de se fazer comunicação. O tradicional aliado ao novo e a interatividade fazem do internetês uma linguagem bem complexa quanto à quantidade de informações e à falta de regras, mas bem prática quanto à sua utilização e eficácia. Faz bem lembrar que a cultura é um processo, ou seja, não é estática. A criação de orientações são bem aceitas, porém impedir o fluxo natural das idéias é impossível. Elas exclusivamente dependem de que haja uma conjuntura para fluirem.

terça-feira, 11 de março de 2008

O Bem-vindo

Tudo inevitavelmente tem um começo. Talvez até infelizmente, pois pra mim, começar foi o difícil. No entanto, vamos lá! Hoje inauguro o meu espaço na Rede. Ainda que sem pretensões de formar uma público assíduo, quero poder fazer deste um ambiente de trocas, discussão, ou simplesmente apreciação. E para oficializar, eu orgulhosamente e ironicamente (rs) encerro a minha primeira postagem com um pouquinho de Fernando Pessoa:

"Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer."