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domingo, 11 de maio de 2008

Ciganos


Fui hoje ao teatro. Que cultural, hein!? Rs. Resolvi desgrudar a bunda de qualquer cadeira, cama ou afins que tenham em minha casa e fui fazer algo de muito mais interessante. Convidei um amigo. Aliás, tô fazendo um amigo. Como a Medicina não poderia em momento algum me abandonar (rs de novo!), fui ajudá-lo a evoluir alguns pacientes e então rumo ao teatro.
Espetáculo maravilhoso! Ciganos, do grupo Ponto de Partida e texto do mineiro Bartolomeu Campos de Queirós. Idéias simples, porém valiosas. Um jogo de panos, luzes, música e histórias que me remeteram à minha infância. Infância em cidade pequena! Uma velhinha que conta histórias pra criançada; o medo de apontar para uma estrela porque pode nascer uma verruga na ponta; e até um vigário fuchiquento. A história, é óbvio, mostram hábitos do povo cigano. Melhor, é sobre como eles chegam até uma cidade pequena, transformam-na e sobretudo como a população os vê. Mistérios e medos que tanto aquelas cores e dentes de ouro despertam em uma gente de vida tão pacata. Vale a pena assistir! Além de que a companhia transbordava talento.
Pra final de noite uma cerveja vai sempre bem. Duazinhas me deixaram bem lerdo e isso vai me levar pra cama, apesar de que preferiria não ter ido dormir apenas com a Brahma.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Momento ouvinte

Era um dia de muito sol em Buenos Aires.
6 mochileiros no terrraço do End of the Word Hostel.
.Alemanha.Colombia.Colombia.Colombia.Brasil.Nova-Zelândia.
Europa e Ocenia se complicam no espanhol.
Colombia canta e dança.
Colombia pergunta: "Que hora és?"
Colombia responde: "Que hora quieres? 1, 7, 9? Cual necesitas? Es la hora de ser feliz!"
Brasil escuta.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Poeta Andróide

Andróide sem Par

"Passeando outro dia
Meus Rayban escuros
Eu conheci um andróide
Sem par nem futuro

Porque também não existe mais nenhum futuro
Não tem sonho nenhum
Ele nada espera
Por isso nem repara
A manha do poeta
Porque também não existe nenhuma saudade (não)
Não existe maldade
Na terra do andróide sem par

Uns viram Messias
E andam no mar
Uns andam armados
Pra te matar
Fazem amor por esporte
Vivem a vida
Não pensam na morte"
Cazuza
Um pouco de poeta, um pouco de androíde sem par.

terça-feira, 11 de março de 2008

O Bem-vindo

Tudo inevitavelmente tem um começo. Talvez até infelizmente, pois pra mim, começar foi o difícil. No entanto, vamos lá! Hoje inauguro o meu espaço na Rede. Ainda que sem pretensões de formar uma público assíduo, quero poder fazer deste um ambiente de trocas, discussão, ou simplesmente apreciação. E para oficializar, eu orgulhosamente e ironicamente (rs) encerro a minha primeira postagem com um pouquinho de Fernando Pessoa:

"Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer."